Simões rejeita SAF no Campinense e busca parceiros para clube lucrar com o Renatão

De volta ao comando do Campinense oito anos após sua saída, substituindo o presidente eleito Flávio Torreão, afastado do cargo por problemas financeiros, William Simões faz planos para que o clube consiga se recuperar estruturalmente e pagar suas contas.

No futebol brasileiro, há alguns anos, sempre que um time de futebol passa por crises relacionadas as finanças, a primeira alternativa que vem a mente de dirigentes e torcedores é a transformação em SAF, como se apenas a mudança de meio de gerir a instituição fizesse aparecer dinheiro nos cofres para montar uma equipe forte e vencer todos os títulos.

Simões, no entanto, foi questionado se estava pensando na possibilidade de mudar a gestão da Raposa para o modelo de Sociedade Anônima do Futebol, situação que não é desejo do dirigente, ao menos para este momento.

– Se fala muito em SAF, que o futuro tem que ser em SAF. Sim, eu até concordo, mas a gente vê tanta SAF dando prejuízo às instituições. O Campinense pensa em fazer algo diferente. A gente já tem projetos prontos, só estão faltando parceiros, e vamos atrás de parceiros. Ou seja, a gente precisa fazer tudo isso porque o Campinense não pode viver com o pires na mão. O Campinense tem que se tornar uma instituição autossustentável – disse.

Detalhando um pouco mais o que pensa para gerar recursos para o Campinense, William Simões comentou já ter apresentado um projeto para possíveis parceiros explorarem a estrutura do Renatão, mas sem abrir mão da posse da sua sede, sempre alvo de muita especulação imobiliária em Campina Grande.

– Essas parcerias, eu acredito que vão surgir. Inclusive, nós temos um projeto para cá, não de venda, como muitos pensam que é de venda, mas que não é. A gente não tem nenhum desejo de chegar para entregar o Renatão para teceiros. O Renatão tem que ser do clube. Mas aqui tem tanta coisa para ser feita para que a gente possa trazer receita através desse patrimônio nosso, então, em cima disso, nós criamos o projeto e nós vamos levar para uma grande empresa. Esse projeto será bem analisado e eu acredito que a gente vai ter uma resposta positiva em relação a essas medidas que estão sendo tomadas – afirmou.

Segundo o comunicado emitido pelo Conselho Deliberativo do Campinense, entre os argumentos para a perda dos cargos pelo então presidente Flávio Torreão e o diretor financeiro Wellington Monteiro foi que “entre março e maio de 2026, o Clube recebeu cerca de R$ 690.820,72, entre renda de jogos, repasse do Mecanismo de Solidariedade da FIFA, patrocínio municipal, Timemania e publicidade — quantia que, somada, superou as despesas apuradas para o mesmo período, de aproximadamente R$ 660.000,00. Ainda assim, nenhum dos débitos em aberto foi quitado: nem a folha dos funcionários fixos, nem o saldo devido a atletas e comissão técnica do Campeonato Paraibano, nem os honorários dos advogados que atuaram no Mecanismo da FIFA, nem a regularização dos depósitos judiciais do processo trabalhista que protege o patrimônio do Clube.”

Com a situação precária dos cofres, o Campinense encabeçou o movimento para que a Copa Paraíba deste ano seja disputada apenas no final do ano, próximo ao início do Paraibano do ano que vem, e não entre agosto e setembro deste ano, como era previsto no calendário da Federação Paraibana de Futebol.

Equipe @Vozdatorcida