Na semana passada, a pré-temporada do futebol paraibano foi surpreendida com a saída de Leandro Campos do comando técnico do Sousa faltando pouco mais de 10 dias para o início do estadual.
O presidente do clube, Aldeone Abrantes, outra vez foi ao mercado para buscar um novo treinador, e um dos requisitos procurados pelo dirigente era um profissional com gana de vencer, uma vez que assumiria o bicampeão estadual. Ele até tinha um nome de preferência, no entanto, sem revelar quem era, disse que o acerto não foi possível.
– Recebi vários treinadores, mas você tem que entender que para ser treinador do Sousa, tem que ser guerreiro, não pode ser uma pessoa que não tenha fome de vencer, chegar aqui para cumprir meta meta, só para fazer o trabalho e ir embora, não é assim. Tinha que ter uma pessoa com bastante vigor para enfrentar o que o Sousa exige hoje. Eu estava buscando essa situação, tinha um treinador que eu conversei, mas ele já estava empregado – declarou.
Com as opções escassas devido ao período de meio de pré-temporada na maioria dos estaduais do país, com a maior parte das boas opções já empregadas, Aldeone revelou que “sentiu” quando decidiria quem seria o novo treinador. Sua intuição devido ao “sangue cigano”, como ele próprio revelou com bom humor, disse que estava próximo do nome aparecer, até que um amigo o telefonou com o nome de Alessandro Teles.
– Fiquei buscando e, de repente, um amigo meu, eu vou revelar uma coisa aqui que às vezes as pessoas não acreditam muito, mas como eu sou muito místico, dizem que eu tenho um pouco de sangue cigano, fui dormir pensando nisso, que amanhã vai aparecer o treinador que vai bater na porta. Quando fui tomar um banho, tocou o telefone de amigo meu de longa data, um empresário, perguntou e se já tinha treinador. Quando olhei, é um treinador que tem campanhas gloriosas, subiu o Guarani de Bajé no Campeonato Gaúcho, um campeonato fortíssimo, depois ganhou a Recopa Gaúcha em cima do Grêmio, que tinha um timaço na época – explicou.
Depois de aprovar o currículo de Alessandro Teles, o presidente do Dinossauro do Sertão nem precisou encontrá-lo pessoalmente para tomar a decisão. Percebendo a vontade de vencer e a empolgação do profissional, o acerto entre as partes veio durante um encontro por chamada de vídeo.
– Tivemos videoconferência pela primeira vez, dizendo o que a gente pensa, dizendo quais os objetivos, e ele ponderava as coisas dele, mas sempre eu percebendo que ele estava otimista. Eu falava que o Sousa hoje tem dois ônibus, um para treinar, um para viajar, e ele respondia “que ótimo, contribui muito com o trabalho”, que o Sousa hoje tem um departamento de fisiologia, desenhando hoje a estrutura que o Sousa tem, e cada vez que eu falava, mais ele se entusiasmava. Aí você nota que é uma pessoa que quer vir para vencer. Então, me convenceu totalmente e foi rápido para a gente acertar – concluiu.
Equipe @Vozdatorcida