Na prática vivendo o modelo de Sociedade Anônima do Futebol desde o início de fevereiro de 2025, o futebol do Botafogo-PB vem sendo um local de trabalho muito tenso e inseguro em todas as áreas do clube.
Além dos sete treinadores, CEO, executivos, gerentes, diretores de futebol e atletas, o bastidor da Maravilha do Contorno também vive uma rotina de chegadas e saídas em todos os departamentos.
Recentemente isso ficou mais evidenciado quando após a saída de Ruy Bueno do cargo de gerente de futebol, alegando indiretamente mau relacionamento com o então treinador Lisca, outro gerente do CT e uma nutricionista, com o mesmo motivo, mas desde o ano passado mudanças constantes vem acontecendo.
Deste a parte de rouparia, massagistas e passando pela imprensa, tudo é afetado.
Em menos de um ano e meio, Departamento de Marketing, fotógrafo e assessores de imprensa já foram trocados. No último posto, mais de uma vez. O clima é de total instabilidade em todos os setores e a sensação é de insegurança, imaginando que, sem mais nem menos, o dia de trabalho no CT do clube pode ser o último.
Ontem (05), outro assessor de imprensa e o preparador de goleiros se despediram do clube.
Em que pese a outra cara que tem a Maravilha do Contorno, melhor estruturada em diversas áreas de maneira visível, tudo isso acontece em meio a paralisação da construção do hotel, nova desativação das categorias de base, indefinição sobre o retorno do futebol feminino após as saídas da treinadora Gleide Costa e do coordenador da base e do feminino, Nei Pandolfo, ambos ainda no ano passado, e em um departamento de futebol masculino sem executivo e também sem uma comissão técnica fixa da casa.
Em seu discurso, o dono da SAF, Fillipe Félix, afirma que o planejamento do clube segue sendo seguido a risca, mesmo em meio a tantas mudanças em todos os setores o tempo inteiro. Segundo ele, tudo isso é para resultar no acesso para a Série B no fim de 2026.
Equipe @Vozdatorcida
Foto: João Neto