COLUNA DO ADRIANO: Vai começar a peleja

O Campeonato Paraibano de 2026 começa neste sábado, 17 de janeiro, dando o pontapé inicial na temporada do futebol estadual. 

Sem grandes mudanças no regulamento, a competição contará com 10 equipes, que entram em campo em busca do título de melhor time da Paraíba. 

A previsão de encerramento do certame é 22 de março. A seguir, confira uma análise das principais expectativas e objetivos de cada clube na edição deste ano. 

Atlético de Cajazeiras 

Conhecido como o “Trovão Azul”, o representante de Cajazeiras, no Sertão, chega com poucas chances de brigar pelo título. O foco da equipe é tentar reviver os melhores momentos recentes e garantir a permanência na elite do futebol paraibano, o que já seria considerado um resultado satisfatório. 

Botafogo-PB 

No primeiro ano com planejamento totalmente sob o modelo SAF, o Belo desponta como um dos grandes favoritos. O clube manteve parte do elenco da temporada passada, reforçou-se com atletas que disputaram a Série B do Campeonato Brasileiro em 2025, e apostou em jogadores jovens com experiência internacional. 

O grande destaque é a contratação do meia Nenê, ex-Juventude, com passagens por grandes clubes do Brasil e do exterior, considerado pela diretoria como uma “contratação para fechar o aeroporto”. 

O Botafogo-PB disputará em 2026 o Paraibano, a Copa do Nordeste, a Copa do Brasil e a Série C. 

Campinense 

Integrante do tradicional “trio de ferro” do futebol paraibano, a Raposa vive uma fase delicada, marcada por crise financeira e institucional. 

Com calendário restrito apenas ao Campeonato Paraibano, o clube aposta na experiência do técnico Evaristo Piza, profundo conhecedor da competição. 

Com um elenco modesto, o Campinense tenta surpreender e alcançar, ao menos, a fase semifinal. 

Confiança de Sapé 

Atual campeão da Segunda Divisão do Paraibano de 2025, o time do Brejo tem como principal objetivo se manter na elite. 

Jogar em casa aparece como o principal trunfo da equipe na luta contra o rebaixamento. 

Esporte de Patos 

O “Patinho Terror do Sertão” entra na competição com orçamento modesto e mira, sobretudo, a permanência na Primeira Divisão. O grande atrativo da campanha será o clássico local contra o Nacional de Patos, que promete movimentar a cidade. 

Nacional de Patos 

O “Canário do Sertão” encara mais uma temporada desafiadora. 

Apesar de sempre iniciar o campeonato com status de postulante a coisas grandes, o Nacional vem frustrando sua torcida nos últimos anos. 

O clássico contra o Esporte de Patos ganha destaque, e a classificação para as semifinais aparece como uma missão complicada, quase um desafio heroico. 

Pombal 

Após escapar do rebaixamento por pouco na edição passada, o Pombal entra em campo com um objetivo claro: permanecer na elite. Caso consiga, o feito será comemorado como um título. 

Jogar em seus domínios pode ser decisivo, especialmente nos confrontos diretos contra adversários que também brigam contra a queda. 

Serra Branca 

Com o apoio de um patrocinador forte, o clube do Cariri paraibano chega bem estruturado em 2026. 

Além de disputar pela primeira vez a Copa do Brasil e a Série D, o Serra Branca reforçou o elenco e alimenta grandes ambições. 

Não seria surpresa se a equipe chegasse à final do estadual. 

Sousa 

Atual bicampeão paraibano, o Dinossauro do Sertão segue como uma das forças do campeonato. No entanto, a pré-temporada foi conturbada, marcada pela saída do treinador poucos dias antes da estreia e por um elenco menos estrelado em relação aos anos anteriores.

Ainda assim, jogar no Marizão segue sendo um diferencial, e ficar fora das semifinais seria considerado uma grande frustração para o torcedor. 

Treze 

Outro representante do trio de ferro, o Galo da Borborema enfrenta dificuldades financeiras e institucionais, além de uma preparação abaixo do ideal. 

Mesmo assim, a força de sua torcida pode ser determinante na luta por uma vaga na próxima fase. Com esse panorama, o torcedor já tem uma ideia do que esperar de sua equipe no Campeonato Paraibano de 2026. 

As previsões estão feitas — agora, se elas se confirmarão ou não, só o apito final de março dirá.

Por ADRIANO ALMEIDA – fundador do Voz da Torcida